Primeiro passo num caminho (in)certo


Adivinha quem escreveu??? Achou! hehehe

Quem me conhece deve estar cansado de me ouvir falar que me já me formei e tal, e que estou fazendo cursinho até arranjar alguma coisa na minha área. Pois bem, as coisas ainda parecem as mesmas. Mas tem mutado de pouco a pouco, e espero que atinja minhas expectativas.

Essas "mutações" tem ocorrido desde o dia 22 de abril, onde minha rotina tem sido bem inconstante e extremamente cansativa. Preciso acordar às seis da manhã, sair de casa às sete e chego algumas vezes às cinco da tarde, outras às sete e nesta sexta, voltei às dez e meia da noite, dormindo à meia-noite, ou uma da manhã.

Vou explicar por partes. Desde que comecei o cursinho tenho tido certos "acessos" de desespero, por ter meus pais me lembrando a TODA hora que tenho que estudar todo dia porque fim do ano tem vestibular - que "não vai ser particular e isso sim é uma grande responsabilidade", como minha mãe faz questão de frisar - e por isso sempre tenho gasto uma hora ou outra mandando currículos adoidado pela internet, procurando seja em blogs de jornalismo ou sites de vaga - este último NÃO recomendo, porque só tem me arranjado uma roubada atrás da outra.

Numa dessas loucuras, no fim de março enviei um e-mail para Eliane Santos, chefe de reportagem da RAC (Rede de Comunicação Anhanguera), dizendo sobre minha situação (que sou formado, mas não tenho experiência etc), e perguntando se eu poderia conhecer a redação, pra saber como é o dia-a-dia de um jornalista.

Daí que a resposta demorou pra chegar, e nesse meio tempo fui chamado pruma outra entrevista sem sucesso. Não poderia deixar minhas esperanças se perder, porque meus pais já fazem isso por mim e só me cobram os estudos. Mas então recebi um e-mail de resposta, vindo de Johnny Inselperger, editor assistente do site Cosmo, me oferecendo um estágio de trinta dias de duração, onde acompanho um repórter para verificar como se portar numa entrevista, que perguntas fazer etc. Depois, com o material coletado, preciso fazer uma matéria para que analisem minhas habilidades. O próprio Johnny disse que, para mim, o programa não seria legal, pelo fato de já estar formado e que eles procuravam estudantes muito crus. E eu então? Desde julho do ano passado, quando meu frila acabou, não tenho escrito nada jornalístico! Aceitei sem firulas, mesmo sabendo que teria que me desdobrar entre o estágio e o cursinho. "Não é porque você vai fazer esse estágio que você vai esquecer de estudar! O cursinho já está sendo pago, em parcelas! E esse estágio só dura trinta dias!", lembrou meu pai, logo no fim do primeiro dia, que voltei lá pelas sete e meia da noite e perdi as aulas da noite.

Enfim, desde o dia 22 de abril tenho acompanhado alguns repórteres em suas respectativas pautas, de onde acompanho as entrevistas com o mínimo de interrupção - fiz só uma pequenina da qual me arrependo, mas que não afetou em nada no andamento da entrevista - e escrevo uma materiazinha com o que tenho em mãos. Confesso que tenho me dedicado mais a tentar escrever no mínimo duas matérias por dia pra treinar com afinco mesmo minha velocidade na escrita, que está bem enferrujada.

(Só um parênteses aqui, estar com um bloquinho e caneta em mãos para sair numa entrevista dá uma adrenalina!! hahaha)

Numa dessas visitas na redação, conheci Guilherme Busch, um dos responsáveis pelas pautas do Correio, e perguntei a ele se poderia ler uma dessas matérias, feitas com as entrevistas dos repórteres. Ele aceitou e, no mesmo dia, enviei a ele uma sobre recreios lúdicos em escolas de Campinas.

No dia seguinte de enviar a tal matéria (foi esta sexta!), mal chego na redação e Guilherme me pára, dizendo que gostou bastante das matérias e que deveria continuar assim. Agradeci totalmente surpreso. Ele perguntou em que ano da faculdade estava e respondi. Então ele me perguntou se eu queria escrever uma matéria pro jornal.

"Claro que quero", pensei comigo mesmo, mas não foi o que transpareceu ao dizer sim pra ele, porque sempre tenho propensão a gaguejar quando fico com um pingo de nervosismo. "Quer mesmo ou mais ou menos?", ele repetiu, e eu insisti, pensando que eu era o maior babaca, no meu íntimo.

Um detalhe interessante é que antes de fazer as entrevistas - marcadas para as 17h30, os editores queriam que escrevesse 1500 caracteres (toques) e, quando voltei lá pelas 20h30, me avisaram que teria que aumentar para 3000. Com um embrulho no estômago, escrevi como nunca havia escrito antes.

O resultado dessa correria está aí em cima. Minha primeira matéria como jornalista (e espero que mais surjam agora), que foi publicada neste sábado (1o.) na página A10 do caderno principal do Correio Popular. Tudo bem que não está creditado e há alguns erros (Cristiane, não Cristina), mas para uma primeira reportagem tá mais do que satisfatório.

O estágio é uma correria, mas não tenho mesmo do que reclamar. Maior parte dos repórteres são muito solícitos e gostam de partilhar experiências. Só tenho a agradecê-los por terem que me carregar como fardo enquanto cumprem com suas obrigações. E torço muito para que as coisas deslanchem de vez. Graças ao pessoal - amigos e da RAC - que tem visto em mim um vestígio de jornalista, posso finalmente ter um pouco mais de esperanças. Continuem torcendo por mim!

Comentários

F. Fachini disse…
Parabens
tomara que dê certo!

uma das vagas será sua

abs

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